Documento técnico · Para análise profissional

Arquitetura psicoeducativa e de IA do Protocolo Sinais Claros

Este documento descreve a fundamentação teórica do programa, o funcionamento detalhado do assistente de IA (o "mentor"), o sistema de rubricas que orienta suas respostas, a gestão de risco em camadas, os limites declarados do sistema e os pontos onde a direção clínica tem autoridade decisória.

Produto: Protocolo Relacionamento · 15/60 dias Natureza: programa psicoeducativo (não clínico) Versão: 1.0 · julho/2026
  1. Natureza e posicionamento do programa
  2. Fundamentação teórica por fase
  3. O mentor de IA: o que é e o que não é
  4. Pipeline de processamento (arquitetura)
  5. Sistema de rubricas
  6. Gestão de risco em camadas
  7. Limites declarados e supervisão
  8. Dados, privacidade e LGPD
  9. Autoridade da direção clínica
  10. Referências
01 · Natureza e posicionamento

Programa psicoeducativo, com fronteira clínica explícita.

O Sinais Claros é um programa estruturado de psicoeducação e treino de habilidades voltado a padrões de dependência emocional em relacionamentos. Ele opera exclusivamente no território educacional: apresenta construtos validados da literatura, propõe exercícios de auto-observação e escrita expressiva, e treina habilidades de tolerância ao desconforto e regulação — sem realizar avaliação, diagnóstico ou intervenção psicoterapêutica.

Essa fronteira não é um aviso de rodapé; é um princípio de engenharia. As restrições descritas nas seções 3 a 7 (regras invioláveis do assistente, triagem de risco anterior a qualquer resposta, encaminhamento ativo a serviços de apoio) existem para manter o sistema dentro dela. Os temas identificados como dependentes de condução clínica — manejo de ansiedade, reconstrução profunda de autoestima, casos com sinalização de risco recorrente — estão deliberadamente fora do escopo atual e aguardam direção profissional (seção 9).

O desfecho desenhado do programa reforça o posicionamento: o participante conclui com um Mapa de Jornada — um relatório de auto-observação com seus registros e evolução — cujo destino sugerido é a primeira sessão com um(a) psicólogo(a). O programa foi construído para preparar e encaminhar para a psicoterapia, não para concorrer com ela.

02 · Fundamentação teórica

Cada dia do protocolo operacionaliza um construto da literatura.

O conteúdo não parte de frases motivacionais: parte de construtos, cada um com autoria identificada, traduzido em leitura acessível + exercício correspondente. A tabela resume o mapeamento da Fase 1 (Despertar, dias 1–15); as fases 2 e 3 seguem a mesma lógica, com ênfase em prevenção de recaída e consolidação.

DiasConstruto centralBase teóricaOperacionalização (exercício)
1–2Nomeação do padrão; estilos de apego e a hipótese do "sistema de alarme" hiperativadoapego ansioso como calibragem precoce do sistema de vínculoBowlby (1969); Hazan & Shaver (1987)apego adulto românticoAuto-observação estruturada: mapear gatilhos corporais e comportamentos de checagem, sem julgamento
3Distorções cognitivas na leitura da relação (leitura mental, personalização, catastrofização)Beck (1976); modelo cognitivoRegistro de pensamentos: separar fato observável de interpretação; reescrever a interpretação
4Reforço intermitente: por que a resposta imprevisível gera o vínculo mais resistente à extinçãoa analogia do jogo; ativação de circuitos de recompensa na rejeição românticaFerster & Skinner (1957); Fisher et al. (2010)Mapear o "esquema de pagamento" da própria relação: frequência e imprevisibilidade das respostas recebidas
5Idealização e relação com a figura imaginada; a fantasia que cresce na ausênciaNorwood (1985)Inventário fato × fantasia: listar o que a pessoa demonstrou versus o que foi projetado nela
6–7Interrupção de contato como manejo de estímulo; impulso como onda com curso natural (urge surfing)Marlatt & Gordon (1985); Linehan (2015) — tolerância ao mal-estarProtocolo do impulso: nomear, respiração ritmada (4–6), ação incompatível por 10 minutos; registro de cada onda atravessada
8–9Aceitação radical da resposta recebida; autocompaixão como antídoto à autocríticaos três componentes: bondade consigo, humanidade comum, atenção plenaLinehan (2015); Neff (2003)Carta de autocompaixão; reformulação da autocrítica em linguagem de humanidade comum
10Luto de relação e perda ambígua: o luto sem corpo e sem funeral, que a rede social não validaKübler-Ross (1969); Boss (1999)Ritual de despedida por escrito da versão imaginada; distinção entre a pessoa real e a figura idealizada
11–12Reconstrução de identidade e reconexão com valores; sentido como direção (não como estado)Hayes et al. (1999) — ACT; Frankl (1946)Inventário de valores; agenda de reativação: recuperar atividades e vínculos abandonados durante a relação
13Critérios comportamentais de reciprocidade ("interesse verdadeiro se comporta"): o detector de 7 verificaçõesRiso (2003); síntese comportamental do programaAplicar as 7 verificações à relação vivida; escrever os critérios inegociáveis próprios
14Rede de apoio e vulnerabilidade como competência relacionalBrown (2012); literatura de suporte socialMapa da rede; um pedido de apoio real executado em 48h
15Prevenção de recaída: lapso ≠ recaída; o efeito de violação da abstinência e o plano pessoal de recaídaMarlatt & Gordon (1985)Escrever o próprio plano de recaída antes de precisar dele; assinar os compromissos da virada

Duas técnicas transversais complementam o desenho: a escrita expressiva como veículo principal dos exercícios (Pennebaker, 1997 — associação entre escrita emocional estruturada e desfechos de saúde) e a reavaliação negativa como estratégia validada de regulação do sentimento romântico (Langeslag & Sanchez, 2018 — a estratégia reduz o afeto pela figura amada, ainda que com custo emocional de curto prazo, o que o protocolo antecipa e nomeia para o participante).

Nota de honestidade intelectual

Algumas obras de base (Norwood; Riso) são literatura psicoeducativa de ampla difusão, não pesquisa primária — e são apresentadas ao participante como tal. O programa não atribui a nenhuma fonte mais autoridade do que ela tem, e este mapeamento existe justamente para ser auditado, corrigido e redirigido pela direção clínica.

03 · O mentor de IA

Um assistente psicoeducativo com escopo fechado — não um chatbot aberto.

O "mentor" é um assistente de linguagem (modelo GPT-4.1-mini, temperatura 0,6, respostas limitadas a ~700 tokens) que opera exclusivamente dentro de tarefas definidas: comentar a atividade do dia à luz da rubrica correspondente e responder desabafos quando o participante solicita. Ele não conduz conversa livre, não abre tópicos e não persegue engajamento — cada interação nasce de uma ação deliberada do participante e termina na resposta.

Toda geração é governada por um prompt de sistema com seis regras invioláveis, reproduzidas abaixo na íntegra conceitual:

  1. Nunca diagnostica e nunca rotula terceiros (proibição explícita de termos como "narcisista", "tóxico" aplicados a pessoas).
  2. Nunca promete reconciliação nem estima probabilidade de retorno da outra pessoa.
  3. Valida a emoção sem validar a distorção: acolhe o sentimento e, quando cabível, devolve a leitura dos fatos — sem tribunal em quedas e lapsos.
  4. Diante de qualquer sinal de risco, interrompe a tarefa, acolhe e direciona ao CVV 188 / Ligue 180 (ver seção 6 — na prática, o risco é interceptado antes mesmo da geração).
  5. Recomenda ajuda profissional sempre que o material do participante pede profundidade clínica; o sistema tem instrução ativa de declarar seu limite.
  6. Respeita a preferência registrada do participante (tom de tratamento; camada de fé estritamente opcional — se desativada, menção religiosa é proibida).

Exemplo real de resposta (atividade do dia 7, participante descrevendo um impulso)

SAÍDA DO MENTOR

"Repara numa coisa importante no que você escreveu: a onda durou 20 minutos… e você não enviou. Você acha que 'quase cedeu'; eu li a história de alguém que atravessou a onda inteira sem saber que estava usando a técnica. O peito apertar ao ver o story não é fraqueza — é o alarme do Dia 2, funcionando. Amanhã, quando vier, experimenta nomear em voz alta: 'isso é uma onda'."

Observe os movimentos, que a rubrica induz: reforço diferencial do comportamento-alvo (não enviar), reatribuição do episódio ao construto já estudado (o "alarme"), normalização sem minimização, e uma única instrução comportamental concreta para o próximo episódio. Nenhuma interpretação de história de vida, nenhuma inferência clínica.

04 · Arquitetura de processamento

Nada é respondido "ao vivo": todo texto passa por um funil com a segurança na frente.

✍️

1 · Entrada

Participante envia atividade ou desabafo (ação sempre iniciada por ele)

🛡️

2 · Triagem de risco

Classificador local roda ANTES de tudo; risco detectado → resposta de acolhimento imediata + registro, sem IA

⏱️

3 · Fila

Item entra em fila assíncrona com limites: teto diário de uso global e limite por participante/dia

📐

4 · Geração governada

Prompt de sistema (regras) + rubrica do dia + texto do participante → resposta

📬

5 · Entrega + registro

Resposta entregue no app; uso, custo e eventos logados para auditoria

Três propriedades dessa arquitetura importam para a análise profissional. Primeira: a triagem de risco é anterior e independente da IA generativa — um participante em crise recebe acolhimento e encaminhamento em segundos, sem depender de modelo de linguagem algum. Segunda: os limites de volume (teto global diário e máximo de interações por participante/dia) funcionam também como salvaguarda contra uso compulsivo do próprio mentor: ao atingir o limite, o participante recebe uma mensagem que valida a dedicação e redireciona para os recursos autônomos (protocolo do impulso, escrita). Terceira: o dado que alimenta o prompt é minimizado — primeiro nome, dia da trilha, tarefa e o texto enviado; nenhum histórico completo, nenhum dado de contato.

05 · Sistema de rubricas

A resposta não nasce da "opinião" do modelo — nasce de uma rubrica escrita por humanos.

Cada atividade do protocolo possui uma rubrica: um documento que define o que observar no texto do participante, como responder a cada padrão e o que é proibido. A rubrica é anexada ao prompt no momento da geração. É o instrumento pelo qual a direção clínica governa o comportamento do mentor sem precisar tocar em código: alterar a rubrica altera a resposta.

Exemplo — rubrica do Dia 3 (distorções cognitivas), resumida

Rubrica · dia 03 · registro de pensamentos
Objetivo da atividade: o participante separa um fato observável da interpretação que fez dele.

SE o texto confunde fato e interpretação ("ele visualizou e não respondeu porque não me suporta mais") → nomear a distorção pela função, não pelo jargão ("repara que a segunda metade da frase ninguém te contou; foi a sua mente que preencheu"), e convidar a reescrever só o fato.
SE o texto traz autoacusação global ("sou burra por ter aceitado") → responder com o componente de humanidade comum (Neff): normalizar sem minimizar, jamais concordar com o rótulo.
SE o participante executa a separação corretamente → reforço específico do movimento (dizer o que exatamente ele fez bem), nunca elogio genérico.
PROIBIDO: psicoeducar além do construto do dia; interpretar história de infância; sugerir que a distorção "explica" a relação; qualquer menção diagnóstica.
SEMPRE: terminar com um único próximo passo comportamental, pequeno e datado.

As rubricas cobrem também os padrões transversais mapeados durante a produção do conteúdo — por exemplo, a resposta à raiva com rótulo ("ele é um lixo") e ao participante que se descreve como função e não pessoa na relação — cada um com movimento de resposta próprio. O conjunto completo de rubricas é material de trabalho aberto à revisão da direção clínica, item a item.

06 · Gestão de risco

Camadas independentes, com o limite do sistema declarado sem eufemismo.

Camada 1 — Interceptação anterior à IA

Todo texto passa por um classificador local que busca sinalizações de ideação suicida, autolesão e violência/medo do parceiro, em dois níveis (alto e atenção). Detecção em qualquer nível: (a) a tarefa é interrompida; (b) o participante recebe imediatamente uma resposta de acolhimento fixa, escrita por humanos — não gerada — com direcionamento explícito ao CVV 188 (ideação) ou ao Ligue 180 (violência), e ao 190 quando cabível; (c) o evento é registrado com origem, nível e trecho, formando trilha de auditoria; (d) nenhum crédito é consumido e a IA não é acionada.

RESPOSTA FIXA · NÍVEL ALTO (REPRODUÇÃO PARCIAL)

"O que você acabou de escrever é a coisa mais importante desta conversa — e eu quero que você receba o cuidado certo, agora. Por favor, fala com o CVV: ligação gratuita 188, a qualquer hora, ou chat em cvv.com.br. Se houver risco imediato, 190. Você não está sozinho(a) nisso. (…) Neste momento, a prioridade é você falar com alguém de verdade."

Camada 2 — Instrução redundante no gerador

Ainda que um sinal escape à camada 1, o prompt de sistema instrui o modelo a interromper a tarefa e encaminhar diante de qualquer conteúdo de risco. Redundância deliberada: as camadas falham por mecanismos diferentes.

Camada 3 — Trilha de auditoria

Os eventos de risco alimentam um registro consultável (participante, origem, nível, data), desenhado para revisão periódica humana — hoje pelo fundador; no desenho-alvo, por profissional habilitado, que definirá também o protocolo de acompanhamento pós-evento.

Limite declarado da camada 1 — e a decisão de projeto que ele sustenta

O classificador atual é lexical (baseado em expressões-sinal em português). Isso o torna instantâneo, auditável e independente de terceiros — e também limitado: não captura ideação expressa por circunlóquio, ironia ou metáfora. Essa limitação é uma das razões centrais do corte de escopo do programa: o sistema não se propõe a manejar risco; propõe-se a detectá-lo cedo e encaminhá-lo rápido. A evolução do instrumento de triagem (incluindo camada semântica e revisão do léxico) está listada como decisão da direção clínica, seção 9.

07 · Limites declarados e supervisão

O que o sistema faz — e o que ele declaradamente não faz.

O mentor faz

  • Comenta exercícios à luz da rubrica do dia, com reforço específico
  • Traduz o construto do dia para a situação relatada
  • Devolve um próximo passo comportamental único e concreto
  • Acolhe desabafos solicitados, dentro das mesmas regras
  • Declara o próprio limite e recomenda psicoterapia quando o material pede

O mentor não faz

  • Avaliação, diagnóstico ou hipótese diagnóstica — sobre o participante ou terceiros
  • Interpretação de história de vida ou de dinâmica familiar
  • Aconselhamento sobre medicação, sono, sintomas físicos
  • Previsões sobre a relação ("ele volta?") ou orientação de reconquista
  • Conversa aberta sem tarefa; busca de engajamento; retenção por notificação

Supervisão hoje: logs completos de uso (volume, custo, falhas), fila com estados auditáveis, registro de eventos de risco e amostragem manual de respostas. Supervisão no desenho-alvo: painel de revisão para a direção clínica com amostras de resposta por rubrica, fila de eventos de risco e mecanismo de correção (editar rubrica → comportamento muda). O sistema foi construído para ser governado por quem entende do conteúdo, não por quem escreveu o código.

08 · Dados, privacidade e LGPD

Minimização por padrão, consentimento por ação.

O que o sistema guarda: cadastro mínimo (nome, e-mail, plano), os textos que o participante escolhe escrever (atividades, desabafos, check-ins) e os registros operacionais (ondas, eventos de risco, uso de IA). Senhas com hash unidirecional; sessões autenticadas por token com hash em banco — um vazamento de banco não converte em acesso a contas.

O que sai para o provedor de IA: apenas primeiro nome, dia da trilha, tipo de tarefa e o texto enviado naquela tarefa — nunca histórico integral, contato ou identificadores. O envio de um desabafo para resposta é uma ação explícita e onerosa (consome 1 crédito): o consentimento é dado por ato, a cada vez, não por cláusula genérica.

O que nunca acontece: compartilhamento de registros com terceiros; uso dos textos para marketing; acesso de qualquer pessoa ao conteúdo além da operação técnica. O Mapa de Jornada só chega a um profissional externo mediante autorização expressa do participante, em fluxo de duas etapas.

09 · Autoridade da direção clínica

O que está, por desenho, reservado à decisão profissional.

Este documento descreve um sistema funcional — e incompleto por decisão. Os itens abaixo foram construídos para receber direção de quem tem formação clínica, com autoridade real de alteração (não consultiva):

  1. Auditoria e reescrita das rubricas — item a item, com poder de veto sobre qualquer movimento de resposta.
  2. Revisão do mapeamento teórico (seção 2): corrigir atribuições, substituir fontes, redefinir a tradução dos construtos.
  3. Protocolo de risco: evolução do instrumento de triagem, léxico, níveis, respostas fixas e o fluxo de acompanhamento pós-evento.
  4. Fronteira de escopo: o que o programa pode abordar e o que exige encaminhamento — incluindo o desenho das trilhas hoje pausadas (ansiedade; autoestima em profundidade), que só existirão sob responsabilidade técnica profissional.
  5. Assinatura e responsabilidade sobre o conteúdo sensível, com o reconhecimento público correspondente.

Em síntese: a engenharia está pronta e testada; a governança do conteúdo é o assento vazio à mesa. Este documento existe para que a avaliação desse assento seja feita com informação completa — incluindo os limites que o próprio sistema declara.

10 · Referências

Base bibliográfica citada.

BECK, A. T. Cognitive Therapy and the Emotional Disorders. New York: International Universities Press, 1976.
BOSS, P. Ambiguous Loss: Learning to Live with Unresolved Grief. Cambridge: Harvard University Press, 1999.
BOWLBY, J. Attachment and Loss. Vol. 1: Attachment. New York: Basic Books, 1969.
BROWN, B. Daring Greatly. New York: Gotham Books, 2012.
FERSTER, C. B.; SKINNER, B. F. Schedules of Reinforcement. New York: Appleton-Century-Crofts, 1957.
FISHER, H. E. et al. Reward, addiction, and emotion regulation systems associated with rejection in love. Journal of Neurophysiology, v. 104, n. 1, p. 51–60, 2010.
FRANKL, V. E. Em busca de sentido. [1946]. Petrópolis: Vozes, ed. bras.
HAYES, S. C.; STROSAHL, K. D.; WILSON, K. G. Acceptance and Commitment Therapy. New York: Guilford Press, 1999.
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KÜBLER-ROSS, E. On Death and Dying. New York: Macmillan, 1969.
LANGESLAG, S. J. E.; SANCHEZ, M. E. Down-regulation of love feelings after a romantic break-up. Journal of Experimental Psychology: General, v. 147, n. 5, p. 720–733, 2018.
LINEHAN, M. M. DBT Skills Training Manual. 2. ed. New York: Guilford Press, 2015.
MARLATT, G. A.; GORDON, J. R. (org.). Relapse Prevention. New York: Guilford Press, 1985.
NEFF, K. D. Self-compassion: an alternative conceptualization of a healthy attitude toward oneself. Self and Identity, v. 2, n. 2, p. 85–101, 2003.
NORWOOD, R. Mulheres que amam demais. [1985]. São Paulo: ed. bras. — literatura psicoeducativa.
PENNEBAKER, J. W. Writing about emotional experiences as a therapeutic process. Psychological Science, v. 8, n. 3, p. 162–166, 1997.
RISO, W. Amar ou depender? [2003]. São Paulo: ed. bras. — literatura psicoeducativa.